Programa Saúde Mental

Situação atual
Um dos grandes desafios da componente de Saúde Mental, prende-se com o número de profissionais habilitados nessa área. Com efeito, esta componente enfrenta sérios problemas com uma rede que não ultrapassa 6 profissionais envolvidos na prestação de serviços pelo país, para uma população estimada em pouco mais de 187.000 habitantes. O fraco índice de formação dos profissionais de saúde relativamente às perturbações mentais e neuro-psiquiátricas contribuiu para a falta de assistência às pessoas que sofrem destas patologias. Esta falta de assistência, aliada às crenças culturais leva a que nas zonas rurais os praticantes da medicina tradicional sejam frequentemente os primeiros a serem consultados pelos doentes e seus familiares. Os Centros de Racionalismo Cristão, os mestres e praticantes da medicina tradicional são um recurso importante com o qual o sector formal de saúde deve contar e colaborar.

A insuficiência de fundos, e de profissionais da área (Psiquiatras, Psicólogos, Terapeutas Ocupacionais, Técnicos de Psiquiatria, Enfermeiros) disponíveis, inviabilizou, durante longo período o desenvolvimento e a expansão das atividades de Saúde Mental no país. Tendo em conta o tempo e o custo de formação dos profissionais, este plano de desenvolvimento recomenda a constituição de estratégias específicas pelo governo que possam minimizar a grave carência de recursos humanos deste sub-sector da saúde. As necessidades da componente Saúde Mental são imediatas e extensas, acrescidas da carga decorrente de toda a problemática psicológica, neurológica e psiquiátrica associada aos doentes de VIH/SIDA, vítimas de violência e de outras situações de vulnerabilidade.

O Centro Psiquiátrico do Hospital Ayres Menezes em São Tomé é a única instituição nacional de referência de saúde mental. Durante o ano de 2016, registaram-se 54 doentes internados no serviço de saúde mental operacional do país. As principais causas de consulta e internamento foram: distúrbios psiquiátricos de causa neurológica (demência e alterações do comportamento),  distúrbios psicossomáticos, distúrbios psicológicos, entre outros.

A Divisão de Saúde Mental do Ministério da Saúde deve iniciar um conjunto de reformas, sendo as mais importantes:

Revisão da Política de Saúde Mental;
 Plano Estratégico;
 Recrutar enfermeiros treinados em saúde mental;
 Iniciar a formação de agente de comunidade de saúde em questões de saúde mental;
 Apostar nos cuidados continuados.

Objetivo Geral
Intensificar as atividades de saúde mental e de assistência psiquiátrica em STP.

Objetivo Específico

Assegurar que o plano de desenvolvimento dos recursos humanos para a saúde ao nível do MS contemple a especialização dos médicos em Psiquiatria, Psicólogos Clínicos, Terapeutas  Ocupacionais, Técnicos Médios de Psiquiatria e Saúde Mental e de Assistentes Sociais assegurando também a sua colocação;
 Encorajar o recrutamento e a colocação de profissionais de psiquiatria e saúde mental no Sistema Nacional de Saúde;
 Melhorar a qualidade do treino dos profissionais de saúde em geral no âmbito da prestação de cuidados de saúde mental;

 

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