Programa Luta contra HIV/Sida

Situação atual
Os dados mais recentes mostram a tendência à redução da epidemia. As novas infeções têm uma taxa de incidência de 0.6% em 2013 (relatório ONU/SIDA 2014 anexo 9).
Atualmente STP possui uma epidemia de baixa prevalência; a população entre os 15 e os 49 anos passou de 1,5% em 2008 para 0,5% em 2014 e dos 15 aos 24 anos passou de 0,8% em 2008 para 0,1% em 2014.
A prevalência nos homens entre os 30 e os 35 anos é de 3%. Nota-se um aumento de taxa de cobertura terapêutica ARV que passa de 48% em 2011 para 72,7% em 2015. Segundo dados de 2015, nas grávidas, a taxa de prevalência de VIH tem vindo a reduzir ao longo dos anos, com um decréscimo de 1,5% em 2005 para 0,2% em 2015. A taxa de transmissão de VIH nas crianças nascidas de mães infetadas foi de 3.18% em 2016. Importa salientar que se verificou um aumento de casos de VIH na população prisional passando de 4% em 2013 para 6.1% em 2014. A morbilidade provocada pela infeção por VIH varia de acordo com a região como descrito no mesmo estudo; na região norte é de 0.6%, no sul 0.4%, no centro 0.3% e na região autónoma de Príncipe é mais elevada com 1.7%. Verificou-se também uma redução da prevalência nos profissionais do sexo de 4.2% em 2005 para 1.1% em 2013.

A mortalidade apresentou tendência crescente de 2011 para 2014 (de 25 casos para 41), contudo tem vindo a diminuir, apresentando 36 casos em 2016. Cauê e Lembá são os distritos mais afetados.
As causas potenciais de mortes são desconhecidas embora hajam algumas hipóteses:

Diagnóstico tardia;
Co-infeção de TB/VIH (11% de morte em 2016);
Mau suporte/controlo das infeções oportunistas;
Alta prevalência de resistência aos ARV;
Má adesão aos tratamentos ARV.

Objetivo Geral
Contribuir para a redução do impacto social e socioeconómico do VIH/SIDA, bem como das
Infeções Sexualmente Transmissíveis, na população, tendo por base as novas estratégias 90-90-
90, em harmonia com a estratégia global de luta contra o VIH/SIDA 2016-2022.

Objetivos Específicos
Reduzir a incidência do VIH de 2018 à 2022 para 0.01%;
Garantir que 90% das pessoas testadas positivas sejam submetidas ao TARV;
50% da população com idade superior a 15 anos deve fazer pelo menos um teste de
despistagem durante o período PEN 2018/2022;
Garantir que 90% da população estimada VIH positivo, esteja diagnosticada ou conheça
o seu estado serológico até 2022;
Garantir que 100% das grávidas seropositivas sejam submetidas ao TARV;
Reforçar o sistema de prevenção primária;
Tratar 90% dos PVVIH com tratamento apropriado;
Tratar 90% das infeções oportunistas diagnosticadas;
Melhorar o acesso da população chave (HSH, PS, prisioneiros, moto-taxistas, PVVIH)
ao serviço de TB, VIH/SIDA, IST e as hepatites virais;
Reduzir o estigma na população chave;

Melhorar a colheita dos dados para permitir a sua utilização na tomada de decisão;
Criar bases para um programa de controlo e prevenção da hepatite B.

As áreas prioritárias de avaliação, definidas em conjunto com o escritório regional e do país
foram:
Gestão do programa de VIH/SIDA;
Compra e distribuição de medicamentos;
Tratamento e atenção às pessoas que vivem com VIH (PVVIH)
Grau de satisfação das PVVIH em relação à atenção medica, psicológica e social.

Estratégias
Reforçar as medidas preventivas para reduzir o número de novas infeções de TB,
VIH/SIDA, IST e hepatites virais;
Reduzir a morbilidade e mortalidade ligadas ao VIH/SIDA, IST e as hepatites virais,
melhorando o manejo de casos dos pacientes;
Atingir todas as populações chaves e vulneráveis;
Melhorar os direitos do homem em relação aos acessos aos serviços;
Mobilizar recursos necessários para a implementação do plano estratégico;
Reforçar o sistema de informação estratégica.

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