Medicina Tradicional

Segundo a OMS a Medicina Tradicional é definida como a combinação de conhecimentos e práticas usadas no diagnóstico, prevenção e eliminação de doenças físicas, mentais ou sociais e que assenta, sobretudo, em observações e experiências passadas, transmitidas de geração em geração.

A declaração de Alma-Ata, em 1978, referia-se aos praticantes da medicina tradicional como parte do pessoal da saúde de quem dependem os cuidados de saúde primários, para darem resposta às necessidades da saúde expressa pela comunidade. Desde então, os orgão directivos da OMS e os países adoptaram Resoluções e Declarações sobre a medicina tradicional.

A medicina tradicional é vista tanto em STP como em muitos outros países como algo acessivel e vocacionada para pessoas de baixo poder económico. Em alguns países Asiaticos e Africanos 80 por centos da população dependem da medicina tradicional. Existem diversos estudos que mostram que ervas e práticas, mentes/corpo podem ser efectivas no tratamento de diversas doenças, especialmente doenças crónicas.

As práticas de medicinas Tradicionais orientais como a medicina tradicional Chinesa, tem sido implementada nos seus serviços públicos, o uso de acumpuntura por exemplo, não se limita simplesmente ao alívio de dores como se associava inicialmente, e muitos profissionais têm-se especializados nesta técnica.

O Ministério da Saúde deve criar um plano para identificar e registar os curandeiros tradicionais em São Tomé e Príncipe, bem como elaborar uma política de ética e código de conduta para regular a prática dos mesmos. A ausência de um plano para a produção e regulação de medicamentos tradicionais relevantes e uma má coordenação com os curandeiros tradicionais deixa o uso de medicamentos tradicionais em grande parte inexplorados.
O MS deve desenvolver e finalizar um quadro legal adequado e orientações que irão governar e apoiar a institucionalização da medicina tradicional prática no Sistema Nacional da Saúde. Deve ainda incentivar a produção dos produtos de medicina natural e tradicional promovendo o estabelecimento de cooperativas com fim à melhoria da colaboração entre os seus membros. Igualmente pesquisas avaliando a efetividade da medicina tradicional deve ser conduzida numa parceria positiva visto que a população as têm utilizado, para ao tratamento, promoção da saúde e prevenção das doenças.

Contudo, a OMS através do seu comité regional africano apresenta um conjunto de indicadores a seguir:

 Politica Nacional de medicina tradicional
 Quadro jurídico para a prática da medicina tradicional
 Planos estratégicos nacionais da saúde que incluam a medicina tradicional
 Código de Ética para os praticantes da medicina tradicional
 Gabinete nacional de medicina tradicional no Ministério da Saúde
 Comissão Nacional peritos em medicina tradicional
 Programa nacional de medicina tradicional no Ministério da Saúde
 Legislação ou regulamentação sobre a prática de medicina tradicional
 Sistema de registo de medicamentos tradicionais
 Emissão de autorização de comercialização de medicamentos tradicionais
 Instituto de Investigação em medicina tradicional
 Legislação ou regulamentação sobre medicamentos a base de plantas
 Integração dos medicamentos tradicionais nos formulários nacionais de medicamentos
essenciais
 Produção local de medicamentos tradicionais.